O triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994 - autosport.pt

O TRISTE GP DE SAN MARINO DE 1994

O que Realmente Aconteceu?

Os culpados da morte de Senna continua sendo um mistério até hoje, mas é bem provável que a FIA e os organizadores da corrida tiveram sua parcela de culpa, devido as novas regulamentações para aquela temporada que deixaram os carros instáveis, os pilotos se queixaram, mas eles não deram ouvidos.

Naquele circuito, de alta velocidade, faltavam barreiras de pneus, o qual protegia a integridade física do piloto numa eventual batida. Zebras altas tiravam a estabilidade do carro, áreas de escape muito pequenas separavam a pista das arquibancadas, aumentando o risco para as pessoas que iam assistir e pouco espaço para o piloto diminuir a velocidade numa possível saída de pista.

No caso de Ayrton, o que matou ele, não foi apenas a colisão, mas sim os ferros da suspensão que seguram as rodas, que bateu violentamente na viseira do seu capacete. O “braço” da suspensão perfurou seu capacete e sua cabeça, atingindo seu cérebro causando perda de massa encefálica.

Provavelmente se houvesse a barreira de proteção ali, o carro não se despedaçaria desta forma.

Depois de tantos desastres, principalmente o de Ayrton Senna, a história da Formula 1 nunca mais foi a mais foi a mesma.

Comparação entre Williams de 1994-2007, explicando sobre o triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994

A FIA investiu pesado em segurança e nunca mais ouve acidentes fatais. Os “braços” de suspensão dos carros são de fibra de carbono, mais fortes e resistentes, ssim como o cockpit dos carros que fica na parte central ao contrário de como era em 1994. A cabeça e a coluna dos pilotos estão mais protegidas. Os circuitos são muitos mais seguros e bem menos velozes. Uma prova disso é o próprio circuito de Imola, que se tornou uma “sombra” do antigo, com chincanes (curvas em seqüência em forma de “S”) que “quebra” em muito a velocidade dos carros.

O último acidente mais grave, talvez fosse o de Michael Schumacher em 1999, quando o piloto bateu no início do GP de Silverstone na barreira de pneus (existe até uma semelhança com a batida de Senna), o qual quebrou a perna e praticamente não participou da temporada.

A prova mais recente que os carros estão muito seguros foi o surpreendente acidente do polonês Robert Kubica no GP de Montreal no ano passado. O carro ficou totalmente destruído, porém o piloto mal se machucou e teve alta do hospital no dia seguinte.

Contudo, não importa o quanto eles façam para melhorar a segurança das corridas, eles não vão trazer de volta a vida dele nem dos outros que morreram, nem o trauma que isso causou a suas famílias.

Rubens, Ayrton, Roland, bem como todos os pilotos sabem e sabiam dos riscos envolvidos numa corrida. Senna sabia muito bem, pois ele mesmo não queria mais correr, porém, não levou em conta os avisos que sua própria consciência lhe alertava e foi em frente. Mesmo assim é terrível imaginar o medo e o desespero que tais pessoas tiveram em seus segundos finais, que atualmente nunca saberemos, pois seus capacetes escondiam qualquer sentimento que transmitiram.

A verdade da morte de Senna, dificilmente será revelada, ainda existem muitos mistérios.

Muitos de nós gostamos de assistir as corridas. Porém, jamais devemos esquecer dos riscos destes homens e a “guerra de interesses” que acontece por trás dos bastidores e que os próprios pilotos muitas vezes são as principais vitimas.


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