O triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994 - autosport.pt

O TRISTE GP DE SAN MARINO DE 1994

As Causas dos Acidentes

Existem diversas teorias sobre o que causou os acidentes de Rubens, Roland e Ayrton. Muitas, principalmente, no caso de Senna não foram confirmadas. O que podemos afirmar que pequenos erros sucessivos, muitos deles, em questão de segundos, determinaram tais acidentes. Assim, quais foram as possíveis causas?

Rubens Barrichello e o Seu Acidente

Quanto ao primeiro acidente grave, o de Rubens, em partes foi erro humano, “na variante baixa, entrei um pouco rápido demais e peguei a zebra de uma maneira que ela me arremessou para a barreira de pneus”, declarou Barrichello em seu site.

Mas fica evidente que erros no projeto do circuito, contribuíram para o acidente. De que maneiras?

Ao contrário de como são hoje os circuitos, as zebras que deveriam ajudar o piloto, naquela época elas formavas uma espécie de rampa, eram muito altas. Assim, ao passar pela zebra o carro de Barrichello decolou.

Mesmo que em partes o projeto do circuito, salvou a vida de Barrichello por ter uma proteção de pneus, a separação entre a pista e a arquibancada era muito próxima. Caso fosse mais distante, provavelmente Rubinho sairia ileso do acidente. Para sua própria felicidade, ele sobreviveu ao acidente, o que não foi o caso de Roland e de Ayrton.

As causas do acidente de Barrichello

As causas do Acidente de Roland




Roland Ratzenberger após batida durante o triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994 - joseinacioblog

Diagrama do sistema básico de pressão aerodinâmica, explicando sobre os fatos do triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994

Comparando a efeito nas asas do avião e de um carro de Formula 1, explicando sobre os fatos do triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994

Equipamento do carro de Senna, explicando sobre os fatos do triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994

Na classificação de Sábado, Roland passou direto pela simples, porém de alta velocidade, curva Villeneuve e se chocou no muro a 314 km/h.

No acidente seu pescoço foi quebrado lhe causando a morte. Mas o que causou o acidente?

Alguns metros antes do piloto passar por esta curva, a asa dianteira do carro, havia escapado, fazendo com que o carro perdesse o controle, pois asa impediu que o piloto tangesse a curva. O pobre piloto tentou frear, mas isso não foi o suficiente. Seu carro tinha uma estrutura muito fraca, assim o cockpit não suportou o impacto. Para piorar, faltou a proteção de pneus.

Havia a possibilidade de que os mecânicos não prenderam corretamente o bico do carro. Contudo, surgiram comentários de que o piloto havia sido informado pela equipe, que ao passar por uma curva anterior, havia danificado a asa.

Com a turbulência da alta velocidade, esta parte do carro se desprendeu, causando o acidente.

Assim, Roland vivia um sonho, por estar na Formula 1, seus achegados diziam que ele era uma pessoa muito alegre. Por ironia, meses antes, o teste o qual foi aprovado para entrar na categoria, foi exatamente em Imola. Seu sonho encerrou com um pesadelo, tendo praticamente uma morte instantânea.

Mas e no caso de Ayrton, quais são as possíveis causas?

As Causas do acidente de Ayrton Senna – Um mistério sem fim!

A morte de Ayrton, até hoje continua sendo um mistério, como não há culpados declarados, o que pode ter causado a morte do piloto?

Aquela Corrida Nunca Devia Ter Acontecido

Muitos afirmam que a FIA manipulou a confirmação da morte do piloto austríaco. Pois eles afirmaram que o piloto foi levado com vida ao hospital. Mas alguns talvez se perguntem: Como é que uma pessoa morreria 40 minutos depois de se ter quebrado o pescoço?

Para os investigadores, Roland, teve uma morte instantânea, “ou pelo menos ainda dentro do circuito” diz o site Autosport de Portugal.

Se a morte do piloto fosse oficialmente confirmada, ainda no circuito, os organizadores seriam obrigados a cancelar a corrida, pois, segundo as leis italianas, se um esportista morre durante um evento esportivo, este deve ser cancelado e todo o complexo desportivo é colocado à disposição dos peritos até o final da investigação, o qual pode durar meses ou anos.

Caso isso tivesse acontecido, a morte de Ayrton, bem como todos os feridos na corrida e na preliminar seriam evitadas. Por outro lado, as autoridades afirmam que tanto a FIA como a organização da prova tratou de retardar o anúncio da morte para evitar o cancelamento do evento e o consequente prejuízo que isso iria causar. – autosport aeiou.pt

Portanto, para muitos, pelo menos Senna estaria vivo se não houvesse tal negligência de todos os envolvidos na organização do GP.

Mas caso isso não fosse verdade, o que fez com que Ayrton, durante a corrida, saísse da pista de forma tão estranha? Foi falha do equipamento? Erro dele próprio? Vejamos!

Erro Humano

Depois da batida de Roland, Ayrton visitou o local do acidente, muitos dizem que ele ficou ali por algum tempo, sem dizer absolutamente nada! Ironicamente, ele ficou a “200 metros adiante do ponto onde ele próprio morreria”, diz o site BBC Brasil.

Como dito anteriormente, ele havia cogitado em não participar da corrida, mas não foi possível que isso acontecesse.

Para Ayrton correr na Williams era um sonho, ele chamava a equipe de “carro dos sonhos”. Sua tentativa de entrar na equipe durou alguns anos, mas apenas com a saída de seu arqui-rival Alan Prost, foi possível que esse sonho virasse realidade em 1994.

Porém, Senna, enfrentou muitos problemas com as novas regras da categoria. Embora tenha conseguido largar na 1º posição em todos os três GP´s que participou, em nenhum completou as corridas.

O sonho logo se tornara um pesadelo. Mas, naquele dia, naquele GP, o piloto estava visivelmente abatido, pesadelo que se “encerraria” na curva Tamburello.

Damon Hill, seu companheiro de equipe na época, acredita que o brasileiro foi o responsável pelo acidente que causou sua morte.

“Estou convencido de que ele cometeu um erro, mas muitas pessoas nunca acreditariam nisso... "Por que não? Ele cometeu muitos erros em sua carreira.", disse Hill numa entrevista ao jornal britânico The Times. Ele ainda prossegue: "Ninguém, além de Ayrton Senna e de mim, sabe o que era dirigir aquele carro, naquela curva, naquela corrida, naquele dia, com pneus frios... Ele era identificado com a busca do limite e a superação. Ele freqüentemente preferia bater em seu oponente a ser derrotado", disse o britânico. "Não foi por culpa de mais ninguém que ele manteve o pé embaixo quando ele poderia ter levantado... ele era um grande piloto, um homem com enorme humanidade... [mas] não era um deus.... ele era frágil como você e eu.”

De fato, segundo esta teoria, se observarmos bem o vídeo do carro dele no momento da batida, veremos que o carro escapa de traseira antes da perda de controle do carro e por fim a batida. (Veja a reconstituição do acidente que provocou a morte de Ayrton Senna no Grande Prêmio de San Marino de 1994, aceita pela justiça - BBC BRASIL).

Mas mesmo com essas possíveis evidências muitos não acreditam nelas, culpando a equipe e o próprio carro, será isso verdade?

Falha no Equipamento

Roland Ratzenberger após batida durante o triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994 - imglop.com

Muitos acreditam que o que provocou a batida do brasileiro, foi a quebra na barra da direção, ou seja, a parte do carro que faz com que os pneus obedeçam o volante. A equipe afirmou que a barra de direção se quebrou no momento da batida.

No entanto, o fato do carro passar direto na curva, já se torna uma evidência. A segunda evidência é a barra de direção estar no chão, depois da batida. Uma outra evidência que reforça esta tese é a “câmara colocada dentro do carro, a mão de Senna tenta uma correção de trajetória para a esquerda, mas as rodas permanecem retas, perfeitamente alinhadas. Em outras palavras, o volante já não agia sobre o carro”, diz a revista Veja de 3 de maio de 1995. Se isso for verdade, o que fez com que a barra de direção quebrasse?

Ainda nos testes na pré-temporada, em março, Senna havia reclamado que a barra de direção estava muito “alta” e isso lhe causava desconforto. Qual seria a solução? Refazer o cockpit ou então fazer um corte no material feito de aço aeronáutico depois soldando as duas partes. (O material era menos resistente que o material usados por outra equipe, que era liga de titânio, entretanto este tipo estava dentro das especificações técnicas da época).

A equipe adotou a segunda alternativa, pois era algo bem fácil de fazer. (Senna pelo visto, aprovou a decisão, assim ele tinha conhecimento desta decisão da equipe).

As ondulações e as curvas de alta velocidade dos circuitos, além das “zebras” altas nas laterais do asfalto, fizeram com que o material da barra de direção se desgastasse rapidamente.

As investigações apontaram que houve fatiga no material, embora a equipe desmentisse essa tese. A fadiga poderia ser detectada com antecedência?

Embora naquela época já houvesse rigorosos testes após as corridas para analisar se havia ou não desgaste de material, a coluna de direção passava-se por alto, além da telemetria. A telemetria são informações captadas por computadores e por meio de gráficos o especialista consegue identificar como os componentes do carro estão se comportando. (há quem diga que a equipe afirmou que a direção estava funcionando normalmente, na hora do acidente, outros dizem que esse controle de informações foram desligados propositalmente, após o acidente)

Ayrton Senna após batida durante o triste GP de San Marino de Formula 1 em 1994 - imglop.com

A revista Veja de 3 de maio de 1995 diz: “Lendo as declarações de Senna nos dias que precederam o acidente, os técnicos que participaram da comissão de investigação acham que o piloto havia detectado algo errado, mas não soubera determinar a causa. Senna falava de vibrações estranhas no carro e perdera um bom tempo ajustando suspensão e jogo de pneus. "No caso de fadiga em estado tão avançado, era essa vibração que ele sentia na mão, ao pegar o volante", diz um técnico.”

Assim, Senna havia se queixado de algo estranho, de uma vibração no volante, mas não sabiam o motivo disso.

Portanto, com a combinação de evidências o veredicto concluiu que: as estrias de fadiga na coluna de direção (exames de laboratório), a mão de Senna que vai para a esquerda enquanto as rodas permanecem retas (imagens da câmara em seu carro), as marcas de frenagem (exame da pista na curva Tamburello) e a violenta desaceleração (registrada pela telemetria) mostram que o piloto sentiu que não controlava mais o carro. Só teve tempo de pisar no freio e reduzir uma marcha – Revista Veja 3 de Maio de 1995.

O diretor técnico (atualmente é um dos diretores da FIA), Patrick Head, o projetista Adrian Newey e o dono da equipe Frankie Williams foram indiciados como responsáveis da morte do piloto, porém em 1999, o processo os inocentou de homicídio culposo (sem intenção de matar)

O que de fato aconteceu?

<Volta | Continua>


Outros Artigos desta série: 

Os motivos dos acidentes 

O Que Realmente aconteceu?

Gostou da matéria? Ajude o site. Compartilhe já nas redes sociais abaixo :) :