Super Danilo F1 page| Equipes | Home|
Frank Williams tem liderado a equipe apesar de muitos problemas que no passar dos anos. Entretanto, a equipe é uma das mais profissionais e vitoriosas da F1. Em 1997 obteu seu 9º campeonato mundial nos construtores. Em 1978 foi à pista o primeiro Williams, o FW06, guiado por Alan Jones e patrocinado pela companhia aérea Saudia Airlines. O carro era bastante confiável. Logo na terceira corrida, Jones obteve um quarto lugar e na penúltima prova da temporada, em Watkins Glen, o primeiro pódio com um belíssimo segundo lugar. O caminho natural era o primeiro título mundial e ele chegou com Alan Jones, em 1980. Keke Rosberg repetiu o feito em 1982, mas à essa altura os motores Ford-Cosworth já entregavam os pontos devido à invasão dos turbo.
A Williams relutou em adotar os propulsores turbo-comprimidos, mas quando o fez, fez como precisão. Fechou um acordo com a Honda, que em dois anos se tornou o fabricante dos melhores motores da Fórmula 1. Os resultados da parceria poderiam ter sido melhores se não fosse um sério acidente automobilístico de Frank Williams em março de 1986.
O dono da escuderia passou muitos meses numa difícil recuperação no hospital, e enquanto isso seus pilotos Nigel Mansell e Nelson Piquet se tornavam verdadeiros inimigos. O brasileiro havia assinado contrato com a equipe acreditando ter regalias de primeiro piloto, mas Mansell não concordava com isso e fazia pressão dentro da equipe.
Os pilotos passaram a se "matar" na pista e roubavam pontos preciosos um do outro. O campeonato de construtores foi um consolo, mas no ano seguinte, já novamente sob o comando do agora para-plégico Frank, a equipe não deixou escapar a conquista. Piquet sagrou-se tricampeão e a Williams levou seu quarto título de construtores, mas o deslize de 1986 tinha sido marcante para a Honda. A solução improvisada foi um acordo com a Judd em 1988, mas para 1989 Frank Williams já armava o pulo do gato. A Renault estava voltando à Fórmula 1 e via na Williams uma grande parceira. Nos dois primeiros anos tudo andou meio devagar, com algumas vitórias ocasionais, mas no momento em que a equipe colocou em competição suas armas tecnológicas desenvolvidas em anos de testes, a concorrência desabou. Construindo bólidos com suspensões ativas e controles de tração, mais o fundamental apoio do mago da aerodinâmica Adrian Newey, a Williams-Renault iniciou uma série de vitórias que se estendeu por mais de cinco anos, não importando o piloto. Assim foi com Nigel Mansell e Alain Prost, e mais tarde, já sem as ajudas eletrônicas, com Damon Hill e Jaques Villeneuve. Foram quatro títulos de pilotos e cinco de construtores no período entre 1992 e 1997, um domínio só comparável ao da McLaren nos anos 90 e da Ferrari dos últimos anos. A história da Williams é marcada também pelo triste acidente fatal de Ayrton Senna em 1994 em Imola, provalvelmente por um erro técnico, quando a barra de suspensão do carro se partiu e Senna bateu fortemente no muro a quase 300 km/h. No entanto, no final de 1997 a Renault abandonou a Fórmula 1 e a Williams se
viu sem um fornecedor de motores à altura. Uma subsidiária da fábrica francesa,
a Supertec, se encarregou de continuar desenvolvendo os propulsores, mas os
resultados não foram mais os mesmos. Mas para solucionar problema, uma nova
parceira foi encontrada: a BMW. Incentivada pelo sucesso da concorrente Mercedes,
a fábrica alemã retorna à Fórmula 1 em 2000. Isso foi devido
a decadência dos motores Renaut fornecidos a equipe. Depois de seu último título
mundial a equipe sofreu uma enorme decadência em desempenho.
Em 1998 mundou-se completamente seu visual, de lá em diante a equipe se perdeu, se achando agora em 2002 com seu novo motor BMW, só que por enquanto embora esse motor demonstra muita potência, mostra não muita resistência. Embora a equipe quase se achou, Williams começou a perder rendimento e desentendimentos com a BMW fez com que a fábrica se migrasse a Sauber e abandonando a Williams no fim de 2005. De lá para cá a equipe consegue apenas resultados humildes. Houve um crescimento em 2007 mas para 2008 Rosberg prometeu lutar por vitórias. Por enquanto só ficou na promessa. A Williams não consegue de deixar de ser apenas uma equipe mediana. Sua melhor colocação em 2008 foi com Rosberg na segunda colocação no GP de Cingapura. Mesmo que ficou em 2º, ficou muito longe de Alonso, o vencedor daquele GP.
Por coincidência, a equipe deixou de ser "poderosa" desde que a FIA introduziu o regulamento que obrigava as equipes usar pneus com sulcos, em 1998. Em 2009, os pneus slick voltarão, portanto, será se a equipe consiguirá recuperar seu prestígio? Na primeira corrida da temporada, Williams fez uma boa corrida. Os famosos difusores beneficiaram a equipe, entretanto, não é possivel esperar muita coisa na dupla de pilotos. Mesmo assim, Williams foi uma das melhores equipes da história da Formula 1, pedendo apenas para a Ferrari e McLaren (clique aqui para ver o quadro de equipes). A equipe está apostando na agilidade de Nico Hulkenberg, na experiência de Rubens Barrichello, nos novos motores Cosworth e nas mudanças no regulamento em 2010 para recuperar seu prestígio perdido a mais de 10 anos!
|