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A idéia da British American Racing (BAR) nasceu em 1994, logo após a primeira vitória de Jacques Villeneuve na CART, em Elkhart Lake. Craig Pollock, um escocês radicado no Canadá e então manager do filho do lendário Gilles, conversava com o projetista e seu sócio Rick Gorne em sua casa quando expôs seus planos de investir na Fórmula 1 num futuro próximo. Reynard tentou convencê-los a permanecer na categoria norte-americana, mas Pollock foi irredutível: seu futuro e o de Villeneuve estavam mesmo voltados para a Europa. No final da temporada, Pollock, Reynard e a BAT (uma compania de tabaco) compraram a estrutura da tradicional, porém decadente equipe Tyrrell. Continuaram disputando a temporada de 1998 ainda como Tyrrell Racing Organisation, com um orçamento limitado, enquanto seus novos dirigentes destinavam quase todos os recursos para a estruturação da British American Racing, que viria a estrear em 1999. O dinheiro era abundante e a competência de Adrian Reynard reconhecida, o que fazia com que o circo da Fórmula 1 olhasse com respeito o surgimento deste time novato. Reynard foi vencedor em todas as categorias para as quais construiu máquinas, e a idéia geral era que na Fórmula 1 não seria diferente. Na apresentação oficial do time, em janeiro de 1999, os dirigentes fizeram questão de frisar que seria um começo retumbante e que não seria surpresa se vencessem algumas corridas no começo do ano. No entanto, o excesso de ambição acabou causando uma enorme decepção no desenrolar da temporada de 1999. O ano começou tumultuado, depois de uma briga evitável com a FIA a respeito da pintura de seus carros. A BAR queria disputar a temporada com dois carros diferentes, tanto nas cores quanto nos patrocinadores, mas a entidade proibiu. A decisão da FIA foi mantida e a BAR encontrou uma solução original, dividindo seus carros ao meio: metade direita azul, metade esquerda branca. Depois de resolvida a questão, todos ficaram com a impressão que a equipe perdeu muito de seu tempo com tal briga e acabou deixando o aspecto técnico um pouco de lado. O carro BAR 01 quebrava demais já nos testes de inverno e não evoluiu durante o ano, sendo muito difícil de ser ajustado. Isso sem contar as graves falhas mecânicas que provocaram alguns acidentes sérios. Logo na estréia, no GP da Austrália, o aerofólio traseiro de Villeneuve se desprendeu em plena reta e o canadense evitou com habilidade uma forte batida. Nos treinos para o GP do Brasil, a suspensão traseira de Ricardo Zonta quebrou e o brasileiro bateu, rompendo os ligamentos do pé direito e ficando fora de quatro corridas. Na Bélgica, os dois carros estranhamente se descontrolaram da mesma forma na curva Eau Rouge, fazendo com que Villeneuve e Zonta sofressem fortes acidentes, felizmente sem conseqüências. Para completar, os motores Supertec tinham pouca potência e o resultado foi desastroso ao final da temporada: último lugar no Mundial de Construtores, sem marcar um único ponto. O ano acabou com uma crise entre Craig Pollock e Adrian Reynard, com ambos trocando acusações de responsabilidade pelo retumbante fracasso. Apesar das brigas e das decepções de 1999, o time espera um bom ano em 2000. O tombo da temporada passada serviu de experiência e agora a equipe mostra ter os pés mais no chão. O grande trunfo da BAR este ano está na parte traseira do carro: os motores Honda. A BAR estava contando com os melhores técnicos da Honda e ainda não precisará pagar pelos motores. A dupla de pilotos segue a mesma de 1999, Jacques Villeneuve e Ricardo Zonta, e o BAR 02 já se mostrou bem mais confiável que seu antecessor nos testes de inverno. Nos anos posteriores a equipe não teve bons resultados apenas com um terceiro lugar de Villeneuve em 2001 na Espanha no circuito de Catalunya. Em 2004, a equipe foi uma grande surpresa na temporada e conseguiram terminar o campeonato de construtores na vice-liderança do campeonato com incríveis 119 pontos. Já no ano seguinte, o time passou por diversos problemas somando apenas 38 pontos no campeonato ficando na 6º colocação nos construtores. No fim de 2005 a Honda comprou todas as ações da equipe e a BAR foi extinta, apenas ficando na história do automobilismo.
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